quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O Anjo

Das vestes entristecidas
Tu Anjo dos deveres feitos
Entre os dedos das tuas mãos
As tuas essências, endoidecias...

Queimas as ridículas mãos minhas
Viajas sem rumo, sem asas!
Com ardor de transparência
Minha cabeça por loucuras... massas!

Oh... porque perdes-te o voar?
Feliz por te ver voltar ao ar...
Posso voltar um dia mais tarde ficar?
O dever de um anjo nunca deveria acabar!

Desculpa por a minha palma afastar,
Os dedos tendem a ela acompanhar.
Um dia talvez seja possível o aproximar
No momento que tua vontade desejes recuperar.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Lagoa

Doí-me o pé que quebrado está
Mas não é a dor dele que magoa
As faces do outros o gesso marcará
Assim como a água suja da tal lagoa.

Quem por lá passa pergunta:
Porque a lagoa está suja?
A preocupação falsa não existe
Quando a água parece límpida.

Mas conhecendo bem a lagoa
Sabia obviamente o estado da água
Era transparente e natural
Escondendo o sabor de amargura.

A água por poucos era saboreada
Claro a cor para eles é o que conta
A lama é lastimavelmente feia e escura
Assim é óbvio o sabor que perdura.

Das aparências o mundo faz parte
Exigências das espécies da pura tarte
Normal pois sendo ele uma bela arte
Apesar de para mudar nunca ser tarde.

Despi o texto de vírgulas
Não respirei em alguma linha
Espero não haver gentes fulas
Como aguardam nas filinhas.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Fim

Vim aqui fazer a declaração:
Para mim o abstracto mundo acabou,
Aquele estranho que meu eu viu
Insistente do escuro que aprofundou.

A superficialidade rege o mundo
Na consequência resulta curiosidade
Acontecimentos de importância absurda
Afecto dos sentidos da realidade?

No fim do fim o futuro impossível, Acontece!
Toda a possibilidade outrora negável é real!
No ir abaixo a natureza por acções rejuvenesce
Tornando a conclusão das acções longe do final.

Será ele algo semelhante a ela?
Pergunta tal com resposta infernal
Infernal pois não há forma de saber
Só no dia intitulado para tal…

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Para não ser só textos...

...Resolvi colocar uma montagem (muito básica e parva eu sei) que fiz no photoshop.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cidade Urbana

Cidade das casas modernas,
Paredes por pessoas estragadas
Carregas os passeios infinitos
Das cansativas caminhadas.

Raios de Sol e chuvas árduas suportas
Também os vistos nas poças de água,
Sem um único resmungar no dia-a-dia
Reflectes a tua enorme e sentida mágoa.

Foste criada pela nossa raça
A tal que odeia a natureza.
Odeio o teu ar de desmazelo
Reflectes bem o nosso egoísmo
Na grandiosa e feia pureza.

Somos seres extremamente hipócritas!
A nossa criação não prezamos nem cuidamos,
Em busca de inexistente contentamento
Destruímos tudo de que um dia gostamos.

(O 1º de 2011! Obrigado a quem ajudou na correcção.)