sexta-feira, 30 de julho de 2010

Descança em paz, António Feio...

Desta vez não vos deixo um texto meu, deixo uma mensagem deixada por um homem falecido à apenas 1 hora e uns minutos...



Espero que tenhas uma merecida paz, grande e eterno actor.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O planeta bizarro

   Naquele planeta bizarro todos os seres aparentam ser felizes, os seus trabalhos eram feitos com uma imensa alegria e nem sequer chefes ou pessoas de maior hierarquia havia necessidade de existirem. Todos eram iguais e quando algum problema surgia, por mais pequeno que ele fosse, agiam todos em comunidade para encontrar a solução.
   As árvores eram amarelas esverdeadas que contrastavam com um chão azul claro que de tão limpo e estimado que estava qualquer semente plantada dava frutos, frutos tão saborosos que nem sequer o paladar humano consegue usufruir de todo o sumo suculento ao seu máximo. O céu era laranja e apenas uma vez de muito em muito tempo se faziam as noites que para eles eram um terror autêntico lançado através de um feitiço dos vizinhos planetas invejantes da sua felicidade.
   Claro que não existe regra sem excepção, debaixo da água daquele aparente feliz planeta existiam seres revoltados por serem completamente infelizes. Eles possuíam poderes inimagináveis pois com uma simples barbatana conseguiam mudar o destino do universo. Eles apenas desconheciam o planeta em que eles próprios habitavam dai aquela felicidade existir mesmo por cima de suas pequenas cabeças. O seu submundo era escuro apenas com uma pequena luz da qual eles tinham medo de por ela passar. Nas suas cabeças sempre pensaram que ao passa-la a sua existência desapareceria...
   Será que já vi de tudo? Sempre achei que falta aqui algo... – Pensou o mais jovem ser presente no mundo subaquático. Mais tarde o jovem ser subaquático toma a decisão de procurar algo por detrás daquela brilhante luz e opta por passar por ela. Quando os outros seres se dedicavam a mexer suas barbatanas para o destino mudarem ele vencia o temido medo e, no fim de atravessar a temida luz, observa uma vista que continha cores tão vivas que o brilho dos seus olhos mostravam uma felicidade que ele pensava ser completamente impossível. Ele nadou até à superfície e se levanta com uns pés que ele pensava não os ter e com uma força que apesar de reconhecer jamais pensou usar.
   Avista, mais tarde, um saboroso fruto e se questiona sobre o sabor que ele poderá conter mas, sem hesitar, o decide provar ali naquele instante e, para seu espanto, saciou a fome de uma vida. A sua vista estava contente, a sua fome saciada, os seus músculos exercitados mas ele ainda sentia falta de uma coisa...
    Já no seu desespero, se deparou com os seres da superfície e, para sua surpresa, eram semelhantes a ele exteriormente e, sem qualquer hesitação, de seguida o jovem ser subaquático questionou a um deles - Quem és tu?; Ele rapidamente responde: Sou um ser que do mundo infeliz saí assim como tu agora.
    Ele impressionado com toda aquela situação renegou as suas barbatanas e sentiu que descobriu o porque da sua existência.

domingo, 25 de julho de 2010

Duvidas?

Das minhas já duvido
tão incertas elas são…
Que já me perseguem
até há minha exaustão…

Mesmo que o meu cérebro mande
vontade própria elas têm…
E no meu pensamento elas prendem
até acordado me mantêm…

Da certeza eu preciso
para o meu pensamento incerto;
De uma presença necessito
para colorir o existente preto;

Um texto incerto sobre as dúvidas escrevia até ser novamente interrompido pela dúvida incerta na minha cabeça...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O representante

   Todos os domingos me acordavam faltando 30 minutos para as 11:30 e a minha mãe me dizia: "Vai á missa!" - Naquele tom tão obrigante.

   Eu ia, pois pensava que ali iria aprender algo…

   Mas aprender de quem? De um homem que nos fala de um Deus bom que de bom nada faz?

   Nem mesmo esse homem que tão bem diz daquele senhor sabe dar um bom exemplo de bondade...

   Muitas vezes quando por certa rua ando, crianças brincam e riem pelas suas brincadeiras e palhaçadas ao seu lado é visível um grande edifício branco, se parece com um palácio de ricos que apenas olham para o seu umbigo...

   E o seu dono? Quem é? É aquele homem que se diz seguidor de Deus cujo quer a bondade em todos os homens... Ele construiu aquele palácio com uma palavra que ele chama de fé como desculpa de ser bom para a comunidade...

   Qual comunidade? Aquela que só a pode usar nos fins-de-semana para actividades que seriam muito melhores ao ar livre... Enfim mentiras usadas para esconder seu egoísmo. Construído com o dinheiro dos pobres cidadãos que do pouco que tinham deram para aquele homem ter a sua mansão.

   Ele sim é um verdadeiro seguidor e representante de Deus! Isto é se realmente existe… Deus se existes és um ser maligno que de justiça não fazes nada pois cada dia que passa mostras mais a tua face na desigualdade.

   Pobres e inocentes crianças como voz podem brincar alegremente em frente de um edifício obscuro como aquele?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O Ceu também ensina...

Para as nuvens brancas eu olho
Elas sim me acalmam
Naquele movimento suave me acolho
Que discretamente a imensa luz destapam

Elas sim são a imagem de mudança
Do imenso cinzento elas aparecem
E me enchem com a enorme esperança
De uma enorme chama aparecer

   Olhei mais atentamente e uma pequena nuvem se dividia, parecia que ela tinha vontade própria mas coitada passados uns meros minutos em pequenos pedaços ela se dividia até desaparecer por completo... Pobre nuvem, só queria a sua independência mas a sua inveja pelas nuvens grandes a fez desaparecer, tal e qual como os homens que se separam do que é realmente importante tentando repisar os outros sem sequer uma proporção do seu tamanho conterem... Pequena nuvem, espero que tu sirvas de inspiração para aqueles homens pequenos de todos os dias que da inveja vivem para que não desapareçam na sua insignificância e que mudem a sua atitude face ao seu pensamento naquilo que eles chamam de vida.

   Agora as Nuvens de N grande ui... essas só desaparecem porque o seu grande amigo sol quer aparecer, grande amizade elas têm por ele ao ponto de darem a sua enorme existência para a luz de novo surgir... Nem um pouco de egoísmo elas mostram e nem sequer uma guerra é preciso existir para que de novo a luz surja, vocês nuvens grandes são um bom exemplo.

   Todos nós, se quiser-mos, podemos ser uma nuvem grande ajudando todos os dias quem nos rodeia a viver uma vida melhor.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Socialmente Crítico

Putos e pitas no poder
como é que isto pode ser;
O futuro está a morrer
e os pais nada querem fazer...

Precisamos de um stop JÁ!
A esta estúpida geração
em que mesmo os parentes próximos
contribuem para a arruinação!

Vimos portugueses pela selecção
de vuvuzelas de mão em mão
mas o que de bom todos temos
eles nunca apoiarão...

Precisamos de nos apoiar JÁ!
Nesta vida sem emersão
em que apenas o nosso futebol
se encontra na nossa centralização!

Vivemos da importação
no supermercado pergunto:
Como o poderam esconder?
E quantos pensam: da arte vamos viver
Mas aqui só há valor após morrer
ou após o estrangeiro nos reconhecer...

Precisamos de nos valorizar JÁ!
Nesta vida sem imaginação
em que mesmo o talento escasso
se encontra na escoação!

Vemos o nosso desespero a crescer
e o nosso povo de esperança morrer...
Assim como a nossa invertida evolução
resultado da nossa antiga ilusão.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Mudo que falava

Todos olhavam para ele e diziam
"Ele não fala!" "Mas que misero aspecto."

Todos o diziam e se contradiziam
Se ele não fala-se o seu aspecto não existia,
as suas marcas não seriam vistas,
a sua expressão de tristeza não demonstraria nada...

Aqueles olhos me contavam uma historia tão triste de uma vida que de tão triste que era os riachos agora por mim choram.

Pobre mudo falante que tudo diz e ninguém o ouve
De suas palavras faço a de todos os que merecem ser ouvidos
Mas não te esqueças que houve alguém que te ouviu.

Vida sem vida...

Na vida me apodrecia,
Na incerteza vivia,
pensando que mais tarde morreria,
Do amargo renascia,
A grande amizade surgia...
Mais tarde o sofrimento aparecia
Tanto aquele desejo me apetecia
Talvez ele me possuía...

Nas Rimas tudo escrevi
O que era vida sem vida
Mas tarde descobri que o grande mal estava naquela raiz

O nada... não existe?

Nada? Será aquele vazio presente aqui?
Mas esse vazio existe como pode ser Nada?
Porque tu, Nada tão mas tão presente aqui estás?
Já que não existes porque não desapareces?

Bem Nada de ti estou farto
Mas de mim tu tanto gostas,
enfim pena de ti tenho
será que sou tão importante para ti?
Tu Nada, a mim não me és nada
Na insignificância a tua morte vai doer
Pois importância já tu acabas-te por perder

Enfim do Nada o Tudo veio
E de Tudo virá Tudo
Mas do Nada não virá mais NADA.

terça-feira, 6 de julho de 2010

A derrota vencida

No desespero te perguntei
com sinceridade me respondes-te
claro que bem não fiquei
e sem saber porque mais tarde me comoves-te

naquele momento na derrota estava
ainda tentei lutar com o que restava no meu corpo
até que dei em mim numa fraqueza que predominava
e muitas feridas estavam causadas
mas no fim de derrotado, tu estendes-me a mão e dizes: luta
e eu perguntava: onde? com que objectivo? por quem?
e tu por tuas palavras respondes-te: em qualquer lado, pela tua felicidade e por ti

nunca me senti tão bem apesar da derrota,
aliás quem seria aquele adversário?
seria a infelicidade, a desesperança?
apenas sei que ganhei um novo sentido para lutar
e não foi o meu adversário que me ajudou a descobrir
mas sim a amizade que me disse tais palavras

e a ela digo: Obrigado