domingo, 24 de abril de 2011

É Natural

"Reles e insignificantes objectos"
Era meu pensamento de outrora
Algo alterado em variados aspectos
Como o visto na paisagem de aurora.

O que não vemos? Vidas ali ocultas
Como o vento esvoaçante numa folha
Mostrando a natureza para uns morta
Esquecemos: sua exercente forma nos olha.

Ela é natural, nada humana.
Desrespeito é o que o nós faz
Criando as nossas invenções
Humanas e igualmente, desumanas...

sábado, 16 de abril de 2011

Coisas minhas

Há coisas que mexem.
Há coisas que alegram.
Há coisas que crescem.
Há coisas que lamentam.

As coisas possuem.
As coisas assustam.
As coisas pertencem.
As coisas “absurdam”.

Coisas para uns tudo.
Coisas para uns nada.
Coisas para uns obscuras.
Coisas para uns claras.

Sim são estúpidas coisas
Com razão de ser ou sentir.
Em lugares abstractos pousam
Sem que alguém queira o vir.

A revolta das pastilhas elásticas (texto extremamente parvo)

Pastilha morango - Caras pastilhas, vamos vingar-nos dos humanos por todas as atrocidades que eles nos fizeram ao longo dos anos!
Agora é que vai ser a nossa vez de os vender-mos como mercadoria, vesti-los de trajes ridículos e para finalizar violar sem piedade os seus corpos!

Pastilha alperce - Mas isso é descer ao nível deles, temos que pensar num outro plano, afinal nós pastilhas ainda temos um cérebro viscoso e peganhento rico de açúcar.

Pastilha morango - Mas merecem um castigo severo, quantas vezes não vemos as nossas camaradas esmagadas e coladas nos sítios mais desagradáveis? Já não bastava todo aquele ritual e nem um fim merecido nos dão...
Chega este mal já nos segue ao longo dos anos, até parece que somos prostitutas escravas dos seres humanos, aqueles ridículos animais que acham melhores que tudo e todos, eles sim metem-me nojo com as suas estradinhas, casinhas pipis e carrinhos idiotas. Ainda por cima eles têm pés e não os querem usar!

Pastilha baunilha - Então vamos definir uma alternativa a isto, arranjamos uma pastilha que saiba o que fazer e mudamos esta horrível sociedade dominada pelo ser humano.

Pastilha morango - Eu já sugeri, se não querem a minha solução mostrem alternativas.

Pastilha menta - Então podíamos...
(interrompe a pastilha morango)

Pastilha morango - Vamos executar o meu plano! Até agora ainda não vi alternativas, nada melhor para que eles saibam a dor da nossa raça!

Pastilha alperce – Porque interrompeste a pastilha de menta? Ela ia sugerir algo.

Pastilha morango – Fala então pastilha de menta.

Pastilha menta – Fazemos uma carta assim a mostrar o que os seus actos têm feito na nossa raça…

Pastilha morango – Que ideia tão idiota! Eles nem percebem pastilhês e desprezam a nossa escrita viscosa deveras artística! Exercemos o meu plano e não se fala mais nisso visto que não há mais sugestões


(Cuidado humanos a revolta das pastilhas virá brevemente, foi difícil traduzir este texto pois pastilhês é uma língua bastante complexa!)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Novidades?

Cansado dos dias
Absolvido pelas noites,
Perdesse do meu eu
O monstro das cortes...
Com as mentes que lia,
Com mortes sem pontes
E desejos indesejáveis
Sobre seres dos entortes.

Nada, só nada é o ocorrente
Feitos sem faces, sem vitimas...
Move-me o desejo de um seguir
Seja para traz, para a esquerda
Para a direita ou para a frente.

São elas como cola, fixam solidamente
No meu eu falso que muda lentamente.