sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ele mudou

Ilustre fonte de inspiração
Aparece de alguma forma...
Já nem escreve com pensamento
Coisa que parte dele se torna.

Antes ele pensava e pensava... e escrevia
Lógicas e raciocínios reflectidos
Pronto! Agora escreveu sem pensar
Estará ele a perder os seus sentidos?

Mudou eu sei mas o que posso fazer?
Evitei mas enfim foi maior que eu...
Será que quero voltar ao antigo meu?
O texto que o corpo sem mente escreveu.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A máquina de escrever

Não pensa, escreve!

Não imagina, escreve!

Não transpira, escreve!

Não desenvolve, desenvolvem-na!

Não cria, foi criada!

Não expressa, outros expressam!

Não sorri, outros riem!

Não chora, outros a molham...

Não descreve, descrevem-na!

Não é automática, é manual!

Não é humano um humano, é máquina.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Uns mexem olhos mortos da alegria,
Estão satisfeitos os infelizes,
Os exigentes tendem facilitar
E os tristes sempre festejar.

Trabalhoso é o laser,
É penoso as pernas estender,
Até a cerveja é árdua de beber
Para os que nada é fazer.

Nos cegos de saudável visão
Vistam-se com grande exaustão;
O espelho se refaz com falsidade
Reflexo de uma vida de inverdade...
 
Os Fracos com tudo, lutam!
Nos músculos os fortes se escondem...
Lá no fundo gritam: fujam!
Quando de um peixe grande se fingem...

E perseguido de cobardia
O contrario se contraria.
A imaginação que antes fluía
Acabou de desaparecer na maresia...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Sonho do sonho

   Acordei com a sensação de ter libertado mais de mil lágrimas.
   Não me surge na minha pesada cabeça o tal maldito sonho… Este músculo é demasiado complexo para a sua percepção. É boa a sensação de esquecimento mas seriam lágrimas de tristeza ou felicidade?
   Se de felicidade fossem estarei feliz pela minha perda, seria péssimo lembrar de algo tão bom e não real.
    Na alternativa se fosse triste talvez ficasse aliviado por não serem verdadeiros os acontecimentos.
    Sonhos que a mente nos proporciona na complexidade dos sentimentos indecifráveis futuramente, se não forem lembrados. Era estupendo possuir o poder do controlo deste dom…
   Bem mas anular sentimentos, esquecer as mágoas, seria uma utopia ou maldição? A fuga da felicidade poderia ser cometida e não estariam na nossa memória vestígios destas acções… Enfim questões se colocam na minha parva cabeça. Raios para o meu tramado pensamento não apareças novamente com esse tramado sonho.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Alimento

925 milhões esperam
O teu precioso talento.
Porque não te ofereceram?
Eles cada vez são menos.

Barriga cheia outros têm
Egoísmo não lhes falta
Nem boa saúde contêm
Até o colesterol têm em alta!

Alimento és cheio de ambiguidade
Nuns é cheia a necessidade
Noutros vazia é a caridade...
Equilíbrio precisamos na sociedade.

Não me sinto

Não sinto amor
Não sinto saber
Não sinto raiva
Não sinto o meu ser

Não me sinto...

O vazio dominou-me
Faz-me voltar...
Quero lançar-me,
Ser presente e alegrar.

Estou inepresente...
Apenas quero ir
Onde estou presente
Onde quero fluir.

Onde fica
Esse obter?
O vazio e o eu
Desejam saber.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Greve de Palavras

    Ao escrever este texto estou a por fim há minha pequena greve de palavras que durou cerca de 7 horas e 45 minutos e foi iniciada as 0 horas e 0 minutos e não me perguntem se foi ontem ou foi hoje... foi naquela conhecida barreira que transita um do outro, um tal que intitulo de hotem (ridículo nome, eu sei) mas por um segundo ele dura, 7 vezes por semana, acho que merece algum mérito certo?
    Foi árdua, pois passei uma noite em preto pois não via nada alem desta cor. Ela passou-se sem que eu menciona-se uma única palavra e a única voz que ia ouvindo ecoar era na minha mente a questionar as seguintes perguntas: Porque não falas? Porque não dormes? Porque estás acordado e nada fazes? Porque pensas em algo estúpido? Será que alguém pensa em coisas idiotas como tu?
    Deu para relaxar, afinal o que pode fazer uma pessoa que faz uma greve tão idiota como uma greve de palavras? Enfim acabei por perder apenas umas meras horas de sono com o estúpido objectivo de não dormir e de não tentar sequer responder a uma única questão idiota proposta pela minha mente.
    Apesar de tudo acho que foi um bom resultado pois enquanto a minha mente pensava em questões as quais não quis responder não pensei em problemas e nem resoluções apenas me fez surgir agora pequenas e boas questões que nem ao trabalho me quero dar a responder.

sábado, 6 de novembro de 2010

Pequeno Ecrã

Pequeno ecrã que enches vista
Fazes-me de ti depender
Posso até ser alpinista
E nem uma perna mexer.

Naquele estranho local de milhares
Os navegantes imaginam suas viagens
E nos locais  por onde pensam andar
Deixam vestígios das suas passagens.

No mundo que tu mostras
Quebras o real convívio
A verdade destroças e...
Crias-te vicio de desanuvio.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Captador do Vento

Parado vejo-te relaxada mente,
As pás esvoaçando com o vento,
O meu cabelo se perde e em ti
Resulta em nosso fornecimento.

Tornando-me as tuas pás
Até que sou semelhante
A origem é o fim não existem
O rodopio é notável e constante.
  
A esperança arrebatas...
Vento, porque pressas?
Teu destino desgastas
Os sentimentos arremessas.

Levado sem querer,
Sem me tentar entender,
Desejando o meu renascer
Para ser possível o viver.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Representação fotográfica

Captas o momento,
Falas por mais de mil,
És causadora de abolimento
E representas qualquer civil.

As vezes que mostras ser mesquinha,
Montadora de planos infalíveis
E mesmo quando és pequenina
Mostras palavras não negáveis…

Naquele momento quando te vi, pensei
Serei assim mesmo como me mostras?
Depois de tempo para mim mesmo finalizei:
És um momentâneo exterior de amostras.

Já te vi em casos de inverdade,
Em que de ti só vi falsidade
Muitas vezes, absurdidade
Mas uma coisa positiva tens:

Presas pela originalidade.