sábado, 30 de outubro de 2010

Moda

Muitos te seguem
Ainda te veneram
Outros te repelem
Até de ti esqueceram.

Tu defines a normalidade
Mas os por ti vidrados
originalidade lhes falta
E na realidade nunca passam
de uns anormais enfeitiçados.

Que poderes mágicos tens?
Quem te dá o maldito direito
De nos retirar a originalidade?
Como odeio o sucesso desse feito...

Sem nos apercebermos te seguimos
Alteras o nosso pensamento
Nos quebras lentamente as asas
Resultando em descontentamento.

Quem és, meu eu?

Nunca conheci tal pessoa;
Todos os outros o podem fazer.
Apenas a eles se afeiçoa
E o conhecimento dele podem ter?

Não direi como ele é
Isso sim acontecerá de facto
Porque não me dizes tu?
Na minha mente é e será abstracto!

Ele gosta de ser igual,
Ele gosta de ser original.
Mas afinal do que gosta ele afinal?

Para o estudo dos seus factos
Nem a si mesmo o eu se conhece;
É escusado perceber os passados actos...
O cérebro os seus limites favorece.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ideias

Vidro transparente que as bloqueias
Dás-me permissão para elas por ti saírem?
Elas são as minhas pequenas princesas
Tenta não as forçar a fugirem.

Ordinária prisão deixa-me usar delas,
Deixa-me mudar esse teu aspecto,
Deixa-me viver com elas,
Deixa-me possui-las com as suas vontades,
Deixa-me... Ao menos esse tal direito divino me ser dado.

Oh porque és divino?
Assim não te posso ter…
Controlo total me é negado.
As vezes a prisão tenho de conter e…
Agora gostava de as ter como meu atrelado.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Viagens Mentalmente Vividas

De Roma parte de mim partiu.
Ai as ideias a mente misturou e as fez trocadas...
Sonhos quebrados aos quais eu sobrevivi
Faces pelo pensamento desfocadas.

Por Timor-Leste me fartei de viver,
Sobrevivência assim não é para mim...
Forçadamente graças a ti me vi crescer
E por lá desapareceu a familiar face crua e tristonha.

De seguida por Montejunto acelerei o passo
Minhas enormes botas por ali caminharam.
No final dele me separei...
Poderá ter sido um atentado?

Agora no Algarão vivo
Por estradas agora preenchido...
No passado uma superfície abatida
Justa contigo foi a vida.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sexo

Quando nos une
Pode ser fabuloso,
Separando na tragédia
Igualmente; desastroso...

Prazeroso, excitante e sincero
Reflexo exagerado de tudo o já sabido?
Ou divertida e frustrante mentira
Que sonhamos nunca ter vivido?

Nos lençóis o enlace ocorre
Por vezes exterior melhor sabe,
Para o lago as almas se olham
Esperemos que a visão mostre a realidade.

Amor num ponto surge a tua necessidade
Esperemos que ele se porte convenientemente
Bom convidado será ele?
Aguardo que não sejas aquele nada presente.

Os olhares pouco se cruzam
Mas em cada intercepção
Algo semelhante a uma bomba
Na sua primeira e última explosão.

ImpulsÃO, acelaraçÃO,
AlucinçÃO e para finalizar a árdua separaçÃO 
Os 4 ãos essenciais os denomino,
Apenas um deles nem sempre é totalmente cumprido.

Molho em seco desprezo
Honesto e misterioso louvo,
Adoro quando sentido
E de o apreciar em louco...

Nossos mundos se unem parcialmente
A grande sonoridade é ouvida,
As vezes pretendemos notavelmente
Que a vontade de repetir não seja perdida.

Um só no momento sem pensar pensamos
Por vezes ainda nos questionamos:
Em que mundo é que estamos?
No final (sem querer?) nos afastamos...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Merda

Nunca vi uma palavra tão discriminada
Mas mesmo assim ela é popular
E por muitos imensamente é usada.

Tem o significado de necessidade fisiológica,
De algo imensamente detestável
E inúmeras vezes para expressar o ódio
Será que tens um verdadeiro eu amável?

Pobres coitados os que se comparam a ti
Porque te chamam de Palavrão?
Tanto em letras como em valor és tão pequena
Nem sequer apresentas uma real razão.

Não me leves a mal pois já te usufrui
Orgulho momentaneamente sem querer o perdi
E assim por agora me despeço de ti.

domingo, 3 de outubro de 2010

Consumidor de pastilha elástica

Usas a moeda de troca
Rasgas o plástico repentinamente,
Tiras o momentâneo sabor
Para finalizar a cospes porcamente.

Presavas tanto o real alimento,
Agora veio a horrorenta moda
E nela te perdes sem alento.

Forças tanto um eu imaginário
Ainda te lembras da realidade?
Cometes tanto atentado
Por vezes te desculpas com a maioridade.

No entanto insistes usufrui-la
Com suco salivar envolto,
Por ti um dia te darás
Sem qualquer tipo de conforto.