sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Imperfeita Perfeição

     Quem te deu um nome desses? De certeza que se enganaram...Perfeição? Nunca vi tamanha ridicularizarão!

    Só o facto de te terem dado um nome desses torna a ironia perfeita, ela nunca assentou tão bem como em ti, Perfeição!

    Tens orgulho de te chamares assim? Só quem é cego é que procura desesperadamente por ti.

    Serão eles cegos porque pretendem ou porque te pretendem? Tu é que poderias responder, com um nome desses nem na fala, na escrita e muito menos por gestos te expressas. És mesmo patética!
   
     Sim há quem te alcance em sonhos, mas eles são meras fantasias algumas até realizáveis, mas quando é sobre ti a possibilidade de se realizarem é nula. Quantos sonhos tu pretendes arruinar com essa tua falsa perfeição?
   
     Fazes-me conter uma enorme pena sobre ti pois com o nome Perfeição te desculpas mas nem os teus próprios defeitos és capaz de assumir. As vezes desconfio: Serás a imperfeição no seu maior disfarce? Se não essa tua mãe imperfeição educou-te bem isso não há dúvida...
    
     És anti-social, hipócrita, fútil, falsa, mesquinha e mais uma quantidade inumerável de defeitos contens tu... Enfim mesmo que recorra a palavrões nem estes chegarão para completar a tua psicológica descrição.

    Se algum dia me responderes a este texto ai te assumirei menos imperfeita mas como erras-te perfeita nunca serás, Perfeição.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Deformado corpo

Quente e luminosa alegre luz
porque me fazes este sangue derramar?
A cabeça me fazes doer
até influencias o meu paladar...

Vês por ti não me posso guiar
tu estúpida luz apenas desejas
o meu corpo lentamente deformar!
E com o meu sangue pretendes o chão marcar.

O meu sangue essencial, tu, luz
pelo nariz tu o fazes sair
as vezes pela boca ele viaja
e, com água fria, rapidamente me fazes emergir.

Rápido, por favor pára de me prejudicar!
Por tanto me insistires por culpa de ti
ás vezes no escuro prefiro ficar...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Monotomia do dia a dia

As 11 me levanto,
um banho a seguir tomo.
Para meu espanto
acordo sempre sem fome.

Não se assustem minha gente,
na manhã o apetite é inexistente
mas, ao longo do meu dia, o estômago
para alargar e funcionar tende.

A minha mãe para o trabalho vai,
depois de eu comer sem fome.
Mais tarde com amigos convivo
ou o trabalho bem me fode!

As 5 horas a minha mãe volta;
Para o código me despacho
e ai coloco em ordem
todo aquele meu desleixo.

Lastimávelmente exausto me encontro
quando as 8 do código venho;
Com a minha família me confronto
no fim daquele vasto empenho.

A seguir a mesa componho
decorada de acessórios de cozinha;
Na cadeira branca as energias reponho
para comer aquela merecida comida.

Para acabar o meu dia
no computador fico entretido.
As vezes pequenos textos faço
para o blog se manter activo.

E assim é a monotomia do meu dia a dia...