terça-feira, 27 de julho de 2010

O planeta bizarro

   Naquele planeta bizarro todos os seres aparentam ser felizes, os seus trabalhos eram feitos com uma imensa alegria e nem sequer chefes ou pessoas de maior hierarquia havia necessidade de existirem. Todos eram iguais e quando algum problema surgia, por mais pequeno que ele fosse, agiam todos em comunidade para encontrar a solução.
   As árvores eram amarelas esverdeadas que contrastavam com um chão azul claro que de tão limpo e estimado que estava qualquer semente plantada dava frutos, frutos tão saborosos que nem sequer o paladar humano consegue usufruir de todo o sumo suculento ao seu máximo. O céu era laranja e apenas uma vez de muito em muito tempo se faziam as noites que para eles eram um terror autêntico lançado através de um feitiço dos vizinhos planetas invejantes da sua felicidade.
   Claro que não existe regra sem excepção, debaixo da água daquele aparente feliz planeta existiam seres revoltados por serem completamente infelizes. Eles possuíam poderes inimagináveis pois com uma simples barbatana conseguiam mudar o destino do universo. Eles apenas desconheciam o planeta em que eles próprios habitavam dai aquela felicidade existir mesmo por cima de suas pequenas cabeças. O seu submundo era escuro apenas com uma pequena luz da qual eles tinham medo de por ela passar. Nas suas cabeças sempre pensaram que ao passa-la a sua existência desapareceria...
   Será que já vi de tudo? Sempre achei que falta aqui algo... – Pensou o mais jovem ser presente no mundo subaquático. Mais tarde o jovem ser subaquático toma a decisão de procurar algo por detrás daquela brilhante luz e opta por passar por ela. Quando os outros seres se dedicavam a mexer suas barbatanas para o destino mudarem ele vencia o temido medo e, no fim de atravessar a temida luz, observa uma vista que continha cores tão vivas que o brilho dos seus olhos mostravam uma felicidade que ele pensava ser completamente impossível. Ele nadou até à superfície e se levanta com uns pés que ele pensava não os ter e com uma força que apesar de reconhecer jamais pensou usar.
   Avista, mais tarde, um saboroso fruto e se questiona sobre o sabor que ele poderá conter mas, sem hesitar, o decide provar ali naquele instante e, para seu espanto, saciou a fome de uma vida. A sua vista estava contente, a sua fome saciada, os seus músculos exercitados mas ele ainda sentia falta de uma coisa...
    Já no seu desespero, se deparou com os seres da superfície e, para sua surpresa, eram semelhantes a ele exteriormente e, sem qualquer hesitação, de seguida o jovem ser subaquático questionou a um deles - Quem és tu?; Ele rapidamente responde: Sou um ser que do mundo infeliz saí assim como tu agora.
    Ele impressionado com toda aquela situação renegou as suas barbatanas e sentiu que descobriu o porque da sua existência.

1 comentário:

Dark Rose disse...

tal como todos os textos eu adorei ler...
só falta a pontuação que devo frisar, também em falta nos outros textos...
de resto acho que está bastante bom e que deves continuar a escrever...