segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Lagoa

Doí-me o pé que quebrado está
Mas não é a dor dele que magoa
As faces do outros o gesso marcará
Assim como a água suja da tal lagoa.

Quem por lá passa pergunta:
Porque a lagoa está suja?
A preocupação falsa não existe
Quando a água parece límpida.

Mas conhecendo bem a lagoa
Sabia obviamente o estado da água
Era transparente e natural
Escondendo o sabor de amargura.

A água por poucos era saboreada
Claro a cor para eles é o que conta
A lama é lastimavelmente feia e escura
Assim é óbvio o sabor que perdura.

Das aparências o mundo faz parte
Exigências das espécies da pura tarte
Normal pois sendo ele uma bela arte
Apesar de para mudar nunca ser tarde.

Despi o texto de vírgulas
Não respirei em alguma linha
Espero não haver gentes fulas
Como aguardam nas filinhas.